quinta-feira, 10 de março de 2011

República – Como funciona: Teoria e prática - Funciona?

Começo

Não vou dizer como a república foi idealizada porque eu penso que, no fundo, quem a idealizou não pensou muito sobre suas conseqüências. As primeiras repúblicas surgiram principalmente, mas não unicamente, na Europa no período da antiguidade clássica. Era uma época de valorização da vida pública na cidade. Até a queda de Constantinopla a maioria do mundo via as cidades como a luz do conhecimento que existia em um meio de trevas de guerras e pragas, ou seja, no cenário de um mundo não urbanizado a vida pública na cidade quase sempre foi muito valorizada.

Atualidade

A maioria das nações do mundo adota república como meio governamental.

Muito mais complexas que as antigas repúblicas as atuais englobam poder executivo, legislativo, e judiciário como, mesmo com funções diferentes, sendo equivalente e com poder de se fiscalizar.

As repúblicas podem ser federativas presidencialistas, que concentram o poder executivo em um presidente, chanceler ou primeiro ministro, parlamentaristas, que concentram o poder executivo no parlamento, e semi-presidencialistas, em que o chefe de estado reparte o poder com o parlamento. Todos esses tipos de repúblicas podem ser pluripartidaristas, períodos de liberdade política eleitoral, ou de partido único, normalmente em períodos não democráticos.

Nas republicas existem muitos cargos, além do cargo de presidente, para os quais se realizam eleições ou indicações, são alguns destes os cargos de prefeitos, governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Todos os políticos que ocupam um cargo público no executivo têm a função de investir a verba pública para a melhoria do território em que foi eleito, sendo assim um governante não passa de um empregado público e o governo uma ferramenta do povo para a manutenção do estado.

Falha

A falha dessa formatação do sistema é muito simples, normalmente que tem o poder para se eleger como membro do poder executivo ou legislativo é quem tem dinheiro para fazer a campanha, ou é financiado por grandes conglomerados e indústrias, e quem tem o poder sobre a mídia, no caso do Brasil, sobre os meios televisivos.

Sendo assim, podemos dizer que no Brasil, e em toda república que se preze, existem na teoria três poderes, mas na prática quatro, um que só pode ser alcançado por meio de estudo e capacitação, jurídico, e outros três que são criados, comprados e dobrados em função de quem tem dinheiro, executivo, legislativo e publicitário, ou mídia, este ultimo apresentado converte a população por meio de omissão ou distorção da verdade, ou seja, a velha e boa alienação em massa que, ironicamente, também surgiu na antiguidade e foi nomeada como política do pão e circo, valendo a pena dizer que mesmo na miséria uma população sempre clama por ver a desgraça alheia.

Ponto

Uma reportagem feita pelo jornalista Carlos Morais para a rede Paraná educativa, com função de desmentir outra reportagem feita pelo programa custe o que custar da rede Bandeirantes onde o repórter Rafael Bastos denunciava mais de trezentos micro-ônibus escolares parados no pátio da sede governo estadual do Paraná que vinham sendo entregues aos poucos em datas festivas para fazer propaganda do governo ao invés de serem todos entregues de uma vez e que por isso o transporte de crianças à escola na zona rural não era eficiente, para dizer o mínimo. Esse jornalista disse a seguinte pérola:

"A prefeitura não é obrigada a transportar o aluno dentro da cidade, isso é uma gentileza do prefeito...

Essa frase vazia de noção política, ética profissional, cidadania entre outros e provavelmente bem paga com dinheiro do contribuinte, deixa mais do que visível que a reportagem feita pela rede Paraná educativa não só foi comprada, como foi uma medida imbecil de reparação pública da imagem do governo estadual. Fora esse fato, que o governo é corrupto e os governantes são lesados, algo que vale a pena pensar mais, um jornalista que não tem medo de fazer uma reportagem obviamente mal formulada, não tem medo de acuar um cidadão e duas crianças, e não tem medo de expor o teatro público do poder da mídia em locais onde as pessoas são menos favorecidas de noção política, intencionalmente, pois assim não só o homem campestre colabora com o governo estadual e o repórter patético da rede educativa, como as crianças também não vão à escola, e assim tudo garante que o sistema continue funcionando.


Videos base


Programa CQC, o estopim...

Resposta da TV Paraná educativa (provavelmente encomendada pelo governado)

Resposta do programa CQC

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