domingo, 25 de outubro de 2009

Já era a era do terceiro reich?

Nos dias atuais, na nossa sociedade, varias classes e minorias sociais, vitimas de preconceito lutam pelos seus direitos. Com vários tipos de preconceito criminalizados, fica aparente um “novo” tipo de preconceito, o preconceito inrustido.

Ao contrario do neonazismo, que é uma tentativa vulgar, muitas vezes de jovens de classe média alta para chocar a sociedade, esse tipo de preconceito não surge da necessidade de chamar a atenção, e sim de uma influencia da educação familiar, muitas vezes causado por opiniões pejorativas dos pais ou de outros parentes, assim formando uma previsão de fatos e conceitos, preconceitos.

Existem vários exemplos, os principais são o machismo, racismo, homofobia, xenofobia, e contra classes sociais supostamente inferiores.

O machismo, apesar de não ser contra uma minoria e sim contra uma maioria, não está acabando e sim se perpetuando através da banalização de pequenos atos e opiniões, ironicamente muitas vezes cometidos por mulheres, se não na maioria, principalmente por mães, mais visivelmente pelas que tem filhos homens.

O racismo se baseia no fato de uma raça tentar racionalizar a sua superioridade perante a outra, muitas vezes a religião foi a principal instituição a apoiar esse tipo de preconceito. Para piorar a situação as pessoas inferiorizadas procuram meios de se afirmar e reafirmar, assim invertendo a situação e gerando um novo preconceito, resultando no conflito entre as partes.

Preconceito social, quando pessoas de uma determinada camada social já vêem a própria estrutura da sociedade como a prova de sua superioridade. Nesse caso a falha econômica do sistema em que vivemos é tão grande, que as pessoas afetadas por esse tipo de preconceito, muitas vezes moradores dos subúrbios, formam novas cadeias sociais com sua própria estrutura econômica, que muitas vezes vai contra as leis do sistema, assim criando conflitos com o mesmo, ou contra outra cadeia social do tipo. O irônico disso tudo é que mesmo dentro dessas novas cadeias há o preconceito social.

Xenofobia, nada mais é do que um jogo de preconceitos na tentativa de inferiorizar as pessoas de outras nações, principalmente as nações vizinhas, definindo assim as fronteiras territoriais com mais firmeza. O principal meio para isso é a mídia manipuladora, ou seja, a mídia que é uma mera ferramenta de alienação e manipulação de massas. Um belo exemplo é a rivalidade chula entre brasileiros e argentinos, que foi criada a partir do futebol.

Homofobia, nos seus piores atos que podem servir como exemplos, têm como autores pessoas que não aceitam a sua provável opção sexual, a homossexualidade. Ou é resultado de uma sociedade machista, alienada e mal tratada como a nossa.

A conclusão que se pode tirar diante de todos os preconceitos apresentados acima é que a culpa é da enorme desigualdade, a falta de investimento na educação, da alienação imposta pela mídia, mas principalmente de nós mesmos. Afinal de quem foi à idéia de merda de que nós, seres humanos, tão complexos, diversos, e capazes podemos ser comparados uns aos outros a fim de provar a superioridade de uma determinada parte de nós?

Basta dizer, que todos nós, assim como Hitler, somos monstros em potencial.

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