domingo, 5 de fevereiro de 2012

Lar alheio



A problemática da especulação

A especulação é um dos muitos mecanismos para se lucrar no capitalismo, inclusive a especulação imobiliária, como tal, deve ser totalmente legal até o ponto que começa a prejudicar as pessoas.
 Não é preciso ir até terras improdutivas ou invadidas para perceber o quanto a especulação pode ser prejudicial ao desenvolvimento urbano, social e econômico. Temos um exemplo nos centros das cidades grandes, principalmente em São Paulo, muitos edifícios pertencem a especuladores, que os compram por um determinado preço, e os abandonam a espera da valorização dos imóveis na região, quando isso ocorre com mais frequência a região atingida começa a se degradar, os cortiços começam a surgir, é um processo social pessoas que moram em favelas na periferia invadam prédios do centro. A degradação também está presente fora dos grandes núcleos urbanos, afinal, quem nunca passou perto de um terreno abandonado num bairro que só acumulava entulho e desvalorizava o local, tudo isso em função da especulação, e também da degradação da vida das pessoas, sejam as que vão ser chutadas de seus lares improvisados, as que frequentam os centros degradados das cidades, ou as que moram perto de um terreno abandonado.
Deveria haver limites legais para proteger a população do especulador, mais do que isso, deveriam existir programas de revitalização e de financiamento para família de baixa renda que invadem terrenos e imóveis que possuem uma determinada porcentagem de seu próprio valor em dividas com o governo. Na cidade de São Paulo a prefeitura começa a revitalizar prédios do centro que sofrem com esse problema, é uma ótima iniciativa, afinal, não há como revitalizar o centro por inteiro sem resolver esse problema de abandono de edifícios.

A problemática
                Um terreno pertencente à massa falida da empresa Selecta S.A., cujo proprietário é o notório empresário Naji Robert Nahas, especulador financeiro envolvido na quebra da bolsa do Rio de Janeiro e em esquemas de desvio de dinheiro público, foi invadido por cerca de 300 famílias no ano de 2004. Depois de um terrível desenrolar judicial para reintegração de posse, influenciada por interesses suspeitos de uma elite e de um governo que demonstrou que a política oligárquica que diz “problema social é caso de polícia” está em vigor mais do que nunca, e também sobre a sustentação de uma classe média formadora de opinião que não foi devidamente educada, e seus compositores não passaram pela construção da cidadania, ética e consciência individual, uma ordem judicial invocou a força policial, que usou de luvas e truculência para retirar pessoas dos seus respectivos lares, e destruir as bases materiais de estabilidade de mais de 6000 famílias.
                Muitos dos argumentos usados pelas pessoas, muitas dessas pessoas são as mesmas que defendem os conceitos falidos de que a família só existe quando é nuclear (sic), cristã, baseada numa moral e bons costumes do terceiro reich, se baseiam no principio da propriedade privada, garantida pela constituição. Mas a mesma constituição garante que toda terra tem sua função social, ou seja, uma função para o bem do homem, ou da nação. Quando esses termos são conflitantes, como no caso do Pinheirinho, acredito que deveria prevalecer o principio mais ético para o bem do homem, no caso, das pessoas que lá estabeleceram seus lares, sobre o bem da empresa falida de um criminoso.
                Na realidade não seria necessário que os que têm dividas a serem pagar pela Selecta perdessem o valor desse terreno, que também tem dívidas de imposto com o governo. O próprio governo poderia ter mecanismos que tornassem possível o financiamento de um terreno invadido quando este está com dívidas e abandonado em função de um proprietário que se interessa pela possível valorização futura da propriedade, ou seja, o governo poderia financiar, em várias parcelas e a juros baixos, como só o poder estatal pode, a regularização da comunidade pelos próprios moradores. Sendo assim, o governo abateria o valor das terras do imposto e quem sabe até das outras dividas da massa falida, e os moradores pagariam esse valor para o governo.

O que é o lar?
Esse conceito aborda uma temática emocional, pois o domicílio, quando levado ao status de lar de alguém, talvez seja o bem material mais importante dessa pessoa, mesmo que não seja propriedade legal de da mesma. Implica na estabilidade necessária para que nós sobrevivamos todos os dias ao frenético mundo pós-moderno, onde o tempo é cronometrado e a vida sob capitalismo é extremamente desgastante, essa ultima afirmação também demonstra o valor imaterial necessário para que uma edificação seja considerada lar, ou seja, existe a questão do próprio indivíduo considerar o lugar seguro o suficiente para relaxar, se alimentar, ter seus momentos de lazer e descansar, o conjunto de edificação somado ao status de segurança que você dá a sua moradia a torna um o seu lar, a sua casa...
Esse local sagrado, seja uma casa, mansão, apartamento ou barraco sobre palafitas, é infinitamente importante desde quando você é criança, para que num conjuntos de ambientes estáveis você se desenvolva bem, passando pela idade adulta, onde para ser um bom profissional você precisa de um local de descanso e de um empenho para mantê-lo como seu refugio do mundo caótico, até a terceira idade, onde você ainda precisa de um local para viver a vida, mesmo que viva em cruzeiros ou ainda trabalhando, aposentado ou não, com segurança, a mesma segurança que de que Ferris Bueller usufruiu ao voltar pra casa em Curtindo a Vida Adoidado, o local seguro, onde as coisas ruins do mundo não permeiam.
                Imagino que você tem esse lar, que você, mesmo talvez não sabendo, mesmo com eventuais conflitos em sua casa, é altamente dependente da mesma, agora imagine que um dia você sai, e quando volta, sua casa foi derrubada por tratores, com suas coisas dentro, como no início do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, ou como no caso do Pinheirinho, uma tremenda maldade, a destruição das bases materiais do seu ser, um crime, algo antiético.

Concluindo

Por fim, o mais importante a se dizer sobre o caso é que: mesmo se fosse uma única família a ser tirada do terreno, isso teria profundas implicações éticas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cinqüenta anos



Hoje, dia doze de abril de dois mil e onze, faz cinqüenta anos que Vostok I decolou do cosmódromo cazaque de Baikonur da antiga união soviética.

“Quando Yuri, pelo esforço de milhões de nós, sobe ao espaço e vê todos nós de uma vez só, finalmente nós entendemos a beleza através da visão da perfeição da esfera azul em que estamos, estamos onde deveríamos estar, no meio das estrelas, tão amados, tão sortudos, fazemos parte da obra prima da criação.”

        Citar a mim mesmo pode parecer um golpe de egocentrismo, mas o foco é o vislumbre do ato citado, a existência humana no auge, a percepção de que nós não somos simplesmente expectadores da criação mas sim parte da mesma, o conhecimento de que nós também estamos em alguma parte dos céus. Em nenhum outro momento foi possível compreender tanto sobre o ser humano, através do ser humano, sobre a humanidade.
O homem é uma abertura de infinitas possibilidades, mas infelizmente foi a custo de guerras que nós desenvolvemos o conhecimento para perceber muito desse aspecto. Mesmo a infelicidade das guerras do passado torna parte de uma beleza e perfeição caótica da nossa história, dos nossos atos, até na face do horror podemos, ao entrelaçar o contexto factual, ver a perfeição do desenrolar de tudo que existe no passado, saber que são poucas as pessoas que compreendem que nossas escolhas determinam nosso sentido para a fome, ignorância e miséria, mas também para a fartura, compreensão e felicidade.
Nós, os poucos que subiram nos pêlos do coelho e olham atentamente para as estrelas, nós, os poucos que compreendem o sentido não aparente dessa frase quase sem nexo, nós que sonhamos, simplesmente, sonhamos, independente de estarmos dormindo ou não, nós, que teimamos em não sermos a maioria, nós, somos mais felizes, graças a você Yuri, e a tudo que você representa no dia de hoje, felizes pela possibilidade de poder subir sempre um pouco mais, até quem sabe, as estrelas.

Dedicado à Yuri Gagarim, o primeiro homem a ir ao espaço.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Mal – Cristianismo

Cristo
Jesus Cristo ou Isa Ibn Maryam, na mitologia cristã, foi à encarnação ou filho de “deus” que veio a Terra para salvar a humanidade, e a única coisa que ele disse a vida inteira foi que nós deveríamos nos amar ao invés de nos odiar.
Cristianismo
O cristianismo, religião que venera cristo e o deus judaico, logo, teve base no judaísmo, e desenvolveu-se no fim do império romano, sendo adotado e modificado pelo governo para controlar as massas, evitar o colapso do império entre outras coisas. Além disso, é valido lembrar que não existe diferença entre uma religião como o cristianismo e uma religião bizarra, pois todo aquele que não pertence à seita olha de um ponto de vista muito peculiar.
O livro sagrado do cristianismo é a bíblia, ao pé da letra, coleção de livros. De todos os livros que a bíblia contém e apesar de haver escritos, nenhum livro da bíblia foi escrito durante a vida de cristo, na verdade, existe meio século desde que ele mitologicamente morreu até que algo fosse escrito sobre a suposta vida dele. Também é valido que boa parte da bíblia foi modificada inúmeras vezes até o fim do renascimento para mudar o comportamento das pessoas por um motivo, ex:
- Sodomia ou homossexualidade: Foi proibida na idade média, pois houve um surto de estupros de garotos que deveria ser contido. O grande pecado dos habitantes de Sodoma foi à arrogância, segundo a própria bíblia na sua versão mais original. Vide que o rei Davi tinha relações com Jônatas, mas que em inúmeras traduções e por muito interesse foi descrito como irmão e não como amante, a relação é mais que obvia na própria bíblia atual.
- Separação: Foi proibida para manter as relações de negócios estáveis, pois o casamento era muitas vezes um tratado de amizade ou de aliança. A própria bíblia diz que se um homem não ama mais uma mulher, deve deixá-la.
-Castidade: Foi adotada para que o negócio do casamento fosse possível, o grande produto do casamento não era a mulher, pois se poderia dar um escravo, e sim a virgindade da mesma.
A bíblia em vários pontos é mais que desumana vide que há uma citação que diz que toda mulher é imunda, e se a mesma der a luz a outra mulher, ela é duas vezes mais imunda. Também diz que nós podemos ter escravos, desde que não sejam de nosso povo, na bíblia atual cita como nação ao invés de povo. Muitos dizem que a bíblia é atual, mas de fato não é a filosofia contida na bíblia pode ser, lembrando que religiosidade não é filosofia, mas existem vários preceitos que inviabilizam a prática de tudo que a bíblia diz no mundo atual.
Problemas
Por séculos houveram civilizações que aceitavam diversas sexualidades, igualdade entre os sexos, e igualdade racial, lembrando que o conceito de escravo negro, no ocidente, foi implantado na era das grandes navegações, e que os escravos romanos não eram escolhidos pela cor, mas sim pela conquista de outros povos. Também por séculos o cristianismo imperou sobre o mundo ocidental degradando minorias e o conhecimento, passando por cima de todos que questionavam seus dogmas, e isso não acabou até hoje.
Recentemente a declaração de um deputado federal levou a uma onde de homofobia e falta de consciência. Pessoas adeptas a seita cristã dizem que não são obrigadas a tolerar a homossexualidade, que não é normal e que deus vai punir que a pratica. Vamos a um fato:
A homossexualidade é comum em várias espécies de mamíferos, pois animais que estão no topo da cadeia alimentar não podem ter uma população muito grande a fim de não destruir o próprio habitat, ou seja, no humano, tanto a heterossexualidade como a homossexualidade descendem do instinto de preservação da espécie, mas o ódio, ao contrário da sexualidade só visa à destruição.
Voltando, apesar da base evolucionária da homossexualidade, muitas pessoas dizem que: “o ser humano é o único animal civilizado e que não pode ser comparado aos outros”, muito pelo contrário, o ser humano é parcialmente civilizado, mais que os outros animais, mas nem por isso chega a ser totalmente racional, além do que, por comparações e estudos sobre o comportamento e a estrutura da vida animal é que boa parte da ciência progride.
O pior
Muitas pessoas nem se baseiam em argumentos racionais, simplesmente dizem que “deus disse” ou que “Jesus disse” que é errado, deus nunca disse nada sobre, até porque se existisse um ser tão poderoso no universo a ponto de ser chamado de deus, por que ele se importaria com tal comportamento?
Existem muitas pessoas que pensam que nós vivemos em uma sociedade igualitária, que somos felizes e que o avanço dos diretos dos homossexuais é uma afronta a família e aos bons costumes. Família é bons costumes não uma desculpa típica de quem não tem base racional para defender algo, considerar que existem bons costumes é uma idéia extremamente nazista que impõe uma cultura às outras, os humanos não se vêem como civilização, e sim como parte de um punhado de nações, de longe o humano é um dos animais mais irracionais, e muito disso se deve a religião.
Se deus existe, se Jesus existiu, onde está ele para tirar esse texto do ar?
Por que eu, que não pedi para existir, um dia durante a minha pré-adolescência percebi que milhões de pessoas, que nem se quer me conheciam, me odiavam, e muitas delas queriam me matar?
Vale lembrar que não há mal em seguir Cristo, afinal ele só disse para compreendemos mais os outros, o mal está no cristianismo radical, na seita da “família e bons costumes”, que além de não fazer sentido, é onde os ignorantes se reúnem para tornar o mundo um lugar muito pior.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já era a era do terceiro reich?

República – Como funciona: Teoria e prática - A democracia está aqui?

Começo

A republica foi criada para ser um governo elitista, onde não haveria um rei soberano, mas sim uma fração da população considerada cidadã discutindo, elegendo, e governando efetivamente. Com o passar do tempo a republica adquiriu diferentes formatações, desde a mais elitista, conservadora, direitista e autoritária ou autocrática, até algumas mais liberais, de cunho democrático. Afinal, o que vendeu a idéia de republica para revolucionários há muito tempo, foi à esperança de democracia. Mas o que é democracia?

Falha

Muitos brasileiros, e o pior, muitos governantes brasileiros, consideram que democracia é o governo da maioria, mas de fato, isso está errado. Democracia é uma forma de governo que, não necessariamente no formato de republica, garante os direitos e liberdades a todos, inclusive das minorias, lembrando que o direito de um acaba onde começa o do outro, e a liberdade deveria ser o bem mais democrático.

Infelizmente a democracia é uma utopia, e isso é muito mais evidente para as pessoas que insistem a resistir ao comportamento da maioria em um país onde o regime militar criou um vácuo, gerações inteiras mortas politicamente, não-políticos que atualmente são governantes e eleitores.

Fato

Como fazer com que o sistema da república seja democrático sem politizar os eleitores e os governantes?

Não é possível, infelizmente a democracia, assim como a anarquia, exige um mínimo de consciência dos que nela vivem para ser mantida, ou dos que ela desejam para ser gerada.

Conclusão

Resta agora, esperar que as novas gerações, um dia, cheguem ao poder de eleger e governar com plena consciência do horror da mentalidade social, da falta de tolerância, e do direitismo insano gerado pela incompetência de muitos antigos e atuais governantes, mas principalmente, por todos nós, cidadãos que teimam em não serem humanos racionais, mas sim no ódio mutuo e no despotismo não-esclarecido.

Comentário

“A maioria das coisas que o Bolsonaro fala são pseudo-verdades, ex:

A ditadura foi à peça chave pra situação política e desvios de verbas atuais. Com o fechamento político, a falta de educação voltada à cidadania e ao funcionamento do governo, no período militar, foi criada uma juventude não politizada, e um enorme vácuo de mentes políticas capazes de governar com competência no futuro, permitindo que muitos sem a mínima noção do funcionamento de uma democracia e com uma enorme falta de competência chegassem e transformassem o poder publico na atual festa do caqui. Sinto muito, mas quando o deputado fala que na época da ditadura não havia isso ou aquilo, é porque a população urbana era menor, a repressão era absoluta e o país vivia em crise.

Vale lembrar que ao contrário do que se comenta muito, a democracia não é prevalência da vontade da maioria, e sim o governo de todos, que, inclusive, protege todas as minorias e garante a liberdade a todos desde que a vida alheia não seja prejudicada. Também vale lembrar que o programa de cotas deveria ser uma solução temporária até que o governo garantisse educação de qualidade para todos, mas isso nunca aconteceu, nem no período da ditadura.

Finalizando, é muito fácil para alguém como o Bolsonaro dizer que os governantes atuais são incompetentes, que o governo é uma lastima em vários setores, para tentar ganhar ibope, mas o fato é que a função de exigir que os governantes sejam competentes, tenham consciência das suas funções no poder publico, tenham noção de política, direitos e liberdade, é dos cidadãos, e não de uma junta militar de poucos que, se for bem estudada, não era nada mais nada menos do que outro governo elitista que usou de repressão e alienação para controlar as massas.”

quinta-feira, 10 de março de 2011

República – Como funciona: Teoria e prática - Funciona?

Começo

Não vou dizer como a república foi idealizada porque eu penso que, no fundo, quem a idealizou não pensou muito sobre suas conseqüências. As primeiras repúblicas surgiram principalmente, mas não unicamente, na Europa no período da antiguidade clássica. Era uma época de valorização da vida pública na cidade. Até a queda de Constantinopla a maioria do mundo via as cidades como a luz do conhecimento que existia em um meio de trevas de guerras e pragas, ou seja, no cenário de um mundo não urbanizado a vida pública na cidade quase sempre foi muito valorizada.

Atualidade

A maioria das nações do mundo adota república como meio governamental.

Muito mais complexas que as antigas repúblicas as atuais englobam poder executivo, legislativo, e judiciário como, mesmo com funções diferentes, sendo equivalente e com poder de se fiscalizar.

As repúblicas podem ser federativas presidencialistas, que concentram o poder executivo em um presidente, chanceler ou primeiro ministro, parlamentaristas, que concentram o poder executivo no parlamento, e semi-presidencialistas, em que o chefe de estado reparte o poder com o parlamento. Todos esses tipos de repúblicas podem ser pluripartidaristas, períodos de liberdade política eleitoral, ou de partido único, normalmente em períodos não democráticos.

Nas republicas existem muitos cargos, além do cargo de presidente, para os quais se realizam eleições ou indicações, são alguns destes os cargos de prefeitos, governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Todos os políticos que ocupam um cargo público no executivo têm a função de investir a verba pública para a melhoria do território em que foi eleito, sendo assim um governante não passa de um empregado público e o governo uma ferramenta do povo para a manutenção do estado.

Falha

A falha dessa formatação do sistema é muito simples, normalmente que tem o poder para se eleger como membro do poder executivo ou legislativo é quem tem dinheiro para fazer a campanha, ou é financiado por grandes conglomerados e indústrias, e quem tem o poder sobre a mídia, no caso do Brasil, sobre os meios televisivos.

Sendo assim, podemos dizer que no Brasil, e em toda república que se preze, existem na teoria três poderes, mas na prática quatro, um que só pode ser alcançado por meio de estudo e capacitação, jurídico, e outros três que são criados, comprados e dobrados em função de quem tem dinheiro, executivo, legislativo e publicitário, ou mídia, este ultimo apresentado converte a população por meio de omissão ou distorção da verdade, ou seja, a velha e boa alienação em massa que, ironicamente, também surgiu na antiguidade e foi nomeada como política do pão e circo, valendo a pena dizer que mesmo na miséria uma população sempre clama por ver a desgraça alheia.

Ponto

Uma reportagem feita pelo jornalista Carlos Morais para a rede Paraná educativa, com função de desmentir outra reportagem feita pelo programa custe o que custar da rede Bandeirantes onde o repórter Rafael Bastos denunciava mais de trezentos micro-ônibus escolares parados no pátio da sede governo estadual do Paraná que vinham sendo entregues aos poucos em datas festivas para fazer propaganda do governo ao invés de serem todos entregues de uma vez e que por isso o transporte de crianças à escola na zona rural não era eficiente, para dizer o mínimo. Esse jornalista disse a seguinte pérola:

"A prefeitura não é obrigada a transportar o aluno dentro da cidade, isso é uma gentileza do prefeito...

Essa frase vazia de noção política, ética profissional, cidadania entre outros e provavelmente bem paga com dinheiro do contribuinte, deixa mais do que visível que a reportagem feita pela rede Paraná educativa não só foi comprada, como foi uma medida imbecil de reparação pública da imagem do governo estadual. Fora esse fato, que o governo é corrupto e os governantes são lesados, algo que vale a pena pensar mais, um jornalista que não tem medo de fazer uma reportagem obviamente mal formulada, não tem medo de acuar um cidadão e duas crianças, e não tem medo de expor o teatro público do poder da mídia em locais onde as pessoas são menos favorecidas de noção política, intencionalmente, pois assim não só o homem campestre colabora com o governo estadual e o repórter patético da rede educativa, como as crianças também não vão à escola, e assim tudo garante que o sistema continue funcionando.


Videos base


Programa CQC, o estopim...

Resposta da TV Paraná educativa (provavelmente encomendada pelo governado)

Resposta do programa CQC

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Banheiros

A humanidade sempre tende a se separar em grupos, isso porque a humanidade nunca se viu como um grupo...

Grupos

Um grupo, ao contrário do que convém pensar, não é formado pelas semelhanças de seus integrantes, mas sim pelas diferenças entre as pessoas que pertencem e as pessoas que não pertencem ao grupo.

Ou seja:

Mesmo duas pessoas tendo pontos de vista antagônicos, elas tendem a se aliar quando há um inimigo em comum.

Normalmente se aliam contra o inimigo cuja destruição seria mais vantajosa.

Função:

A principal função de um grupo, dentre várias outras, é assegurar a sobrevivência dos indivíduos que a ele pertencem, e, conseqüentemente, a própria sobrevivência.

Observação:

Muitas vezes um grupo não sustenta mais suas funções originais, normalmente daí vêm tensões internas, podendo partir de pessoas do grupo ou de pessoas e a ideologia do grupo. O resultado é a fragmentação do grupo ou a revisão das funções do mesmo ou a fusão de grupos os três.

O ser humano é basicamente um animal de vida social, vamos definir o que é uma sociedade...

Sociedade

Sociedade é um conjunto de grupos interagindo, de forma constante e interdependente.

Ou seja:

Sociedade é um grande grupo formado de outros grupos ou de outras sociedades, ou de grupos e sociedades.

Assim como os grupos, uma sociedade visa sua própria sobrevivência.

Importante:

Uma sociedade é bem mais hostil que um grupo quando se trata de sobreviver. Enquanto um grupo pode ser facilmente dissolvido em função de disfunções do mesmo, uma sociedade tem quase que, ou talvez tenha de fato, autoconsciência, e é capaz de passar por cima de indivíduos, grupos e outras sociedades para sobreviver.

Exemplo:

Vide as sociedades israelense e árabe.

Observação:

Um conjunto de sociedades é chamado de sociedade.

Por uma questão evolucionária, ou por uma idéia divina de merda, nós temos sexo.

Observação:

Não há nada de errado em ter um sexo, muito pelo contrário, o grande problema está no fato de que as sociedades se sentem ameaçadas por ter, primeiramente, previsto e provocado uma desigualdade entre eles que, aparentemente, não possui fundo racional, e que ao passar do tempo veio provocando o colapso ideológico entre a humanidade as sociedades mais poderosas e conservadoras existentes.

Gênero

“Gênero refere-se às diferenças entre homens e mulheres. Ainda que gênero seja usado como sinônimo de sexo, nas ciências sociais refere-se às diferenças sociais, conhecidas nas ciências biológicas como papel de gênero. Historicamente, o feminismo posicionou os papéis de gênero como construídos socialmente, independente de qualquer base biológica. Pessoas cuja identidade de gênero difere do gênero designado de acordo com o sexo são normalmente identificadas como transexuais ou transgêneros.

O biólogo britânico Richard Dawkins critica o uso da palavra gênero como um sinônimo eufemístico de sexo, pelo fato de que essa palavra foi tomada como empréstimo do conceito de gênero gramatical, que só reflete a divisão entre masculino e feminino em algumas línguas (principalmente as indo-européia), enquanto outras possuem outros tipos de divisão de gêneros totalmente desvinculada do sexo, como, por exemplo, gênero animado e gênero inanimado.”

Há uma tendência irracional de todas as sociedades separarem seus integrantes por gênero.

A grande prepotência

As sociedades, visando à sobrevivência, interagem e modificam os grupos ou sociedades que as compõem, impondo regras e padrões que, ao ver da sociedade, seriam mais que lógicos.

Um dos clássicos padrões é a separação dos gêneros, ou seja, separação entre homens e mulheres.

Essa separação fica evidente na criação de banheiros para homens e banheiros para mulheres, separadamente.

O banheiro para homens, masculino, por exemplo, é de uso exclusivo de todos aqueles que possuem um órgão genital masculino, ou seja, um homem travestido ou não, independentemente da sexualidade, crença, etnia ou visão política, deveria entrar no banheiro masculino com todo direito e sem nenhum drama ou tensão, pois o banheiro masculino foi conceitualmente criado justamente para ele.

A problemática

Em uma visão racional de um bom motivo para os banheiros serem separados por gênero é a de que algumas pessoas que vão defecar não querem ser olhadas libidinosamente por outro indivíduo no banheiro.

Esse problema de constrangimento sexual a separação de banheiros por gênero não resolve, pois, obviamente, um homossexual que entra num banheiro masculino pode muito bem olhar para um hetero, bi ou outro homossexual, provocando ou não o constrangimento de qualquer um dos três tipos citados, assim como um heterossexual pode olhar um homo, bi ou outro heterossexual provocando ou não o mesmo constrangimento mencionado.

Outro problema totalmente racional seria o constrangimento por causa dos barulhos provocados ao defecar. Problema esse que nenhum banheiro sem tratamento de acústica resolve, ou seja, que nenhum banheiro publico resolve.

Um problema irracional que o banheiro por gênero diz resolver, mas não resolve é o da castidade. E o porquê é muito simples: Se você esconde algo de uma criança ela vai procurar descobrir, se você proíbe algo a um adolescente ele vai procurar fazer, e se você impõe uma regra irracional de “bom senso” a um adulto ele vai procurar ferir. Esses simples “fatos” um tanto quando freudianos são acentuados em contexto sexual.

Vide:

Adão e Eva ou Zeus, caixa maligna e Pandora, ou simplesmente, adolescentes e sexo.

A solução

Por que esconder o corpo humano do ser humano se você sabe que o único meio de impedir o conhecimento de um sobre o outro e matando um dos dois. Simplesmente não esconda. O banheiro, simplesmente banheiro, ou seja, não separado por gênero, sexualidade, etnia, crença, ou visão política, traria inúmeras vantagens cujas algumas estão listadas a seguir:

Alguns homens, ao saberem que mulheres usam o mesmo banheiro, tentariam mirar seus fluidos em um lugar adequado, seja no interior do vaso sanitário ou no interior do mictório.

Algumas pessoas que não sabem quais as diferenças entre os gêneros poderiam enfim saciar a curiosidade, desenvolver libido e sexualidade.

Algumas pessoas não necessariamente precisariam esperar seus parceiros do lado de fora do banheiro quando os mesmos estão a se maquiar, limpar, entre outros.

Adolescentes finalmente poderiam, em função de milhões de hormônios e da alegria de mais de um indivíduo, fazer sexo no banheiro declaradamente, ao invés de procurar um “cantinho” inadequado, ou mentir sobre onde estavam.

Conclusão

Alguns valores e conceitos sociais não são mais do que uma pedra, não só no caminho do desenvolvimento, como também no caminho da racionalidade, e, muito convenientemente, deveriam ser derrubados por teorias libertárias adolescentes postadas em blogs. Fica a dica.